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 Dr Rodrigo Vasconcellos

Psicologo Clínico


O Acompanhamento Terapêutico (AT) é uma intervenção clínica, voltado à autonomia e à inserção social,  sendo indicado a pessoas com história de sofrimento psíquico, com dificuldade de estabelecimento de vínculos e/ou em momentos de crise. Com o ob¼etivo de ampliar as possibilidades de ações e agir na reorganização do espaço e das relações afetivo-familiares, respeitando os diferentes sofrimentos e limites de cada paciente. Em algumas circunstâncias, apresenta-se como alternativa a internações psiquiátricas.
O Acompanhamento Terapêutico proporciona muitas vezes, a extensão dos cuidados para além dos limites institucionais, outras vezes, é a única forma de tratamento possível para construir as condições necessárias ao engajamento do paciente em uma rede de atendimento.
As indicações para acompanhamento terapêutico estão relacionadas às dificuldades que tanto podem referir-se à impossibilidade de vinculação a um tratamento, como às limitações das famílias em proporcionar os cuidados necessários em situações de crise e risco. Nestas circunstâncias o objetivo principal é evitar internações desnecessárias.
A indicação pode ocorrer ainda como medida de apoio ao paciente em suas iniciativas de reintegração social e de autonomia, buscando possibilidades de articulação, de circulação, de construção de “lugares sociais” e, evitando o isolamento e a ruptura de vínculos. Isto implica na realização de atividades cotidianas e na ampliação do contexto social desses pacientes que tende a cristalizar-se no esquema instituição-casa-família. Nesse sentido, o acompanhante terapêutico exerce a função de catalisador de novas possibilidades, propiciando a quebra dessa dinâmica que sustenta o adoecimento.(Disponível em: www.ananke.med.br)

O Acompanhamento Terapêutico tem como principais ob¼etivos:
 
- Oferecer suporte aos pacientes promovendo sua autonomia e sua inserção social;
- Viabilizar a inserção de pacientes resistentes ao tratamento em uma rede de atendimento;
- Ter acesso ao cotidiano dos pacientes para melhor entendimento das dinâmicas familiares e das dificuldades vividas no cotidiano dos pacientes;
 - Ampliar as possibilidades de ação desses pacientes no seu meio social, trabalhando seus “dese¼os”, auxiliando-os inclusive na descoberta destes.
- Evitar internações, ou quando estas forem inevitáveis, torná-las mais breves, mais produtivas e menos traumáticas.
- Intervir nas situações de conflito entre o paciente e sua família ou meio social, em busca de um melhor entendimento e comunicação entre as partes, evitando demandas ou ações que possam estar interferindo na saúde e situação desses pacientes;
- Amparar e incrementar o projeto terapêutico do paciente junto à sua rede de assistência.
- Facilitar a operacionalização de trabalho interdisciplinar entre os profissionais envolvidos com o paciente.
 
 
Destina-se principalmente:


- Consulentes com distúrbios psíquicos severos - psicoses, neuroses graves, depressões severas, síndromes do pânico, distúrbios alimentares, quadros limítrofesdemências, dentre outros.
- Consulentes crônicos que apresentam isolamento e empobrecimento da vida afetiva e social.
- Consulentes que apresentam risco de suicídio.
- Consulentes com alguns quadros cujas características dificultam sua circulação social - Autismo, Síndrome de Down etc.
- Portadores de necessidades especiais.
- Idosos que encontram dificuldades de se articularem à vida familiar e social.
A intervenção clínica no acompanhamento terapêutico é feita individualmente ou em grupo, em situações emergenciais, durante a crise ou fora dela. Nas crises e emergências a indicação de acompanhamento é individual. Nas situações em que a internação é inevitável o acompanhamento pode ocorrer dentro da Instituição. Quando o paciente não se encontra em crise o trabalho pode se realizar tanto individualmente quanto em grupo.
O acompanhamento individual fora de crise tem sido utilizado com maior  frequência e, realiza-se na maior parte das vezes, através de dois encontros semanais com duração média de duas horas cada. A indicação é feita de acordo com as especificidades de cada caso, considerando as condições mínimas para a construção do vínculo terapêutico e para a realização das atividades propostas, bem como, o cotidiano do paciente e sua família.( Disponível em: http://www.ananke.med.br)
  
Bibliografia:
- ARAÚJO, Fábio. Um passeio esquizo pelo acompanhamento terapêutico: dos especialismos clínicos à política da amizade. Dissertação (Mestrado em Estudos da Subjetividade) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, 2005.
- CABRAL, Károl Veiga. Acompanhamento terapêutico como dispositivo da reforma psiquiátrica: considerações sobre o setting. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social e Institucional) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005.
- CARVALHO, Sandra Silveira. Acompanhamento terapêutico: que clínica é essa? São Paulo: Annablume, 2004.

- CAUCHICK, Maria Paula. Sorrisos inocentes, gargalhadas horripilantes. Intervenções no acompanhamento terapêutico. São Paulo: Annablume, 2001.
- Disponível em: http://www.ananke.med.br
- Disponível em: http://www.atcontato.com.br